| Casa da Bóia - Material Hidráulico, Peças de Cobre Esta é uma versão otimizada para celulares. ![]() |
| História Poucas empresas superaram as crises dos últimos 20 anos. Um número ainda menor, assistiu a entrada de dois séculos. Através dessa nova mídia, a Internet, pretende-se deixar disponível para o maior número de pessoas, esse pequeno legado. Afinal, a história da Casa da Bóia não pertence somente aos seus donos, mas também a todas as pessoas que participaram desse período. A história de São Paulo e de seus imigrantes, mescla-se com a narração que veremos a seguir. Rizkallah Jorge Tahan nasceu em 14 de Maio de 1867, na pequena Rua da Família Manná, na cidade de Alepo, filho de Jorge Tahan e Uardeh Tahan. Sua mãe faleceu quando ele tinha só 8 meses de vida e seu pai, passando por dificuldades em seu trabalho na indústria de fundição de cobre, viajou para a cidade Naquela época, devido à situação econômica apertada, os estudos não eram valorizados pelas famílias da classe média. O povo em geral dava sempre a preferência ao trabalho em detrimento dos estudos. Assim, os meninos tinham que acompanhar os pais, desde pequenos, em seu trabalho, seja de que tipo fosse. Com esse padrão e por força das circunstâncias, Jorge Tahan levava consigo o seu filho Rizkallah à loja no ?Souk? (mercado), onde ele o ajudava, tornado-se um exímio artesão.Rizkallah se dirigia todas as manhãs, bem cedo, ao trabalho, em companhia de seu pai e passava o dia inteiro na loja ajudando e treinando. Desde a sua infância ele manifestou um espírito empreendedor e trabalhava muitas vezes até à meia noite. Desejando imensamente estudar, ele contratou um professor, que naquele tempo era chamado de ?al-mukarre? (aquele que ensina a ler). A sua vontade de ler bem era tão grande que ele costumava levar junto o caderno nas suas idas e vindas, entre a casa e a loja e muitas vezes ele parava algum transeunte para lhe perguntar o significado de alguma palavra difícil. Quantas vezes ficava frustrado nessas suas indagações, pois raramente encontrava pessoas que soubessem ler. Eles se desculpavam por sua ignorância e ficavam admirados com esse jovem que estava querendo aprender. Aos vinte anos, Rizkallah passou a ter a voz de comando na loja e sabendo das melhores oportunidades de negócio na cidade de Homs, convenceu a família a viajar para lá em busca de um sustento melhor. Durante esse tempo, seu pai faleceu, e Rizkallah casou-se em 14 de Março de 1895 com Zakie, filha de Nardo Naccache, um ourives de sua cidade natal. Rizkallah pensava sempre na melhor maneira para garantir o futuro. As notícias da emigração para a América eram o assunto do povo naquela época e ele ficou sabendo que alguns amigos iriam viajar para o Brasil. Ele decidiu acompanhá-los sem consultar ninguém de sua família. Ele lhes escreveu informando-os e enviou, junto com expressões de muito encorajamento e conforto, uma quantia de dinheiro que lhes seria suficiente por um bom espaço de tempo. Essa iniciativa demonstrava sua coragem em busca da realização de suas aspirações. A Oportunidade Rizkallah chegou ao porto de Santos no ano de 1895 e dirigiu-se com os seus companheiros de viagem para a cidade de São Paulo, onde verificou que muitos sírios tinham a profissão de comercializar tecidos e miudezas. Diferente de seus compatriotas, procurou uma profissão que combinasse com a indústria que ele dominava perfeitamente em sua terra natal. Vislumbrou um futuro promissor nessa área tendo em vista que não havia nenhuma fábrica desse tipo em São Paulo, naquela época com meio milhão de habitantes. Depois de exaustivos exames, teve a certeza de que todos os instrumentos e objetos de cobre eram trazidos do exterior. Em 1898, com o dinheiro que juntara nos últimos 3 anos, fundou a RIZKALLAH JORGE & CIA e trouxe sua esposa da Síria. A especialidade da empresa era a produção de materiais hidráulicos. Com muita perseverança e persistência Rizkallah superou todas as dificuldades iniciais, como pouco capital e à inexistência de profissionais com a devida experiência nessa nova indústria. Em 1911, São Paulo enfrentou uma grande epidemia de febre amarela, que se alastrou rapidamente devido às precárias condições de saneamento. Para ajudar no combate a epidemia, Rizkallah introduziu no país as bóias para caixas d'água. A partir dai, seu estabelecimento passou a ser conhecido como CASA DA BÓIA. Aos poucos, conforme o seu capital crescia, ele foi aumentando a sua empresa, atingindo grande perfeição e fama em todo o Brasil. A partir de 1929, iniciou importantes projetos filantrópicos, ajudando centenas de famílias imigrantes que chegavam a São Paulo. Doou um terreno à comunidade Armênia Ortodoxa de São Paulo, onde construiram uma importante igreja, colaborou com o Hospital Sírio Libanês e com a fundação do Esporte Clube Sírio. A partir de 1940, a atividade comercial da Casa da Bóia começou a ganhar importância sobre a atividade industrial, e a loja foi assumida então pelos 3 filhos de Rizkallah: Jorge, Nagib e Salim. Ao longo de décadas, a CASA DA BOIA foi ampliando sua participação e importância graças ao atendimento personalizado, preços competitivos, rígido cumprimento dos prazos e - resumindo as características anteriores - a confiabilidade que inspira nos clientes. Em 1980, a 3ª geração da família Rizkallah assume o comando e moderniza as instalações, informatizando a empresa e redirecionando objetivos. A preocupação com a história e o passado da CASA DA BÓIA é uma preocupação constante da nova diretoria, que além de preservar o prédio original como patrimônio histórico da cidade de São Paulo, teve o privilégio de conduzir a comemoração dos 100 anos de fundação, em 1998. Nesse mesmo ano, foi inaugurado o Museu Casa da Bóia, no 1º andar do prédio (você pode ver uma amostra no museu virtual desse site). Hoje, 110 anos após sua fundação, a CASA DA BÓIA tem um perfil comercial e se dedica a venda de metais não ferrosos (cobre, latão, bronze, alumínio e chumbo) materiais para instalações hidráulicas e também, em seu setor de auto-atendimento, utilidades em geral para "hobby" e instalações domésticas. E um novo século começa a ser desbravado. |
| Criado em 23/01/2008. << Voltar Esta é uma versão otimizada para celulares. Acesse o site completo aqui |
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